Notas gráficas das Pleiades, autor Galileo Galilei (1564-1642)
Vivi na cidade de Araçatuba até os 15 anos de idade, no interior de SP (assim como em todas as cidades com poluição luminosa menor que a Capital) a observação celeste é absurda de boa.
Também tem o tempo esticado e o respiro visual, perfeitos para paisagem e invenção do mundo.
Em 12/08 inicio uma oficina com um tema que venho pesquisando, a representação plástica da Ciência e Tecnologia.
trecho inicial de As Crônicas Marcianas de Ray Bradbury
A pessoa escreve sobre o futuro mas não consegue imaginá-lo diferente do presente.
Não sei se continuo lendo As Crônicas Marcianas de Ray Bradbury, angustiada por sacar que sim, existe um limite na imaginação de um clássico.
Sempre tento defender as coisas dos meus próprios julgamentos (estranho, acontece assim: um bate boca sem fim entre duas cabeças sobre um mesmo pescoço), no caso de Crônicas Marcianas usei o argumento de contextualização histórica para redimir Ray Bradbury de minha análise crítica astrofeminoise y tecnosapatanista, pensei nele publicando um livro sobre a colonização de Marte em 1954, plena American Way Life… mas daí lembrei de Carol de Patrícia Highsmith, publicado em 1952 com direito ao primeiro final feliz em um romance lésbico.
Tenho preguiça de profetas do possível, quero gente que projeta desvios e fugas de abismos.
Vou continuar lendo As Crônicas Marcianas para tentar uma análise mais completa e também por um protocolo mental que eu criei e não entendo direito e tem a ver com T.O.C.
Arena, muita gente me pergunta se conheço o trabalho de Cadu Costa (que desenvolveu várias peças usando mecanismos-prontos ou aparelhos para desenhar). gosto do trabalho do Cadu Costa, é uma pena nunca ter visto pessoalmente* Rumos mas me lembro de Nefelibata montada no Itau Cultural em 2007, bonita e especial. vale conferir o [portf C.C.]
Capa do livro De La máquina pintada a las máquinas que pintan, autor Ignacio Rejano
daí algumas referências que tenho sobre aparelhos e mecanismos feitos/arranjados para desenhar ou pintar:
daí o Flusser disse: os aparelhos não têm freios existenciais: eles não têm existência e não precisam de ar para respirar. Consequentemente, podemos deixar o progresso, o pensamento e a ação histórica por conta dos aparelhos, eles fazem isso melhor. E nós podemos nos libertar de toda a história, apenas observá-la, abrir-nos para outras coisas (para a experiência concreta do presente).