
Minicurso Céu Aberto
Minicurso Céu Aberto
Do dia 12 a 15/08 no SESC Thermas de Presidente Prudente
Mediadora: Denise Alves-Rodrigues
Através do desenho e da fotografia, vamos fazer exercícios de observação e registro do céu noturno. Com o material produzido e usando instrumentos de orientação (ferramentas manuais e programas digitais), os participantes terão oportunidade de imaginar e criar suas próprias Cartas Celestes (mapas do céu). O minicurso tem o objetivo de estimular, com o auxílio de recursos básicos, tanto a observação cósmica quanto o imaginário e a prática artística. )
> Acima, um resuminho do que vou apresentar no SESC Thermas de Presidente Prudente (entre 12 e 15/08).
É claro que tem muito mais coisa, como falar sobre a potência que toda pessoa tem para desenvolver tecnologias e técnicas para criação e transferência de conhecimento.
Uma das coisas que quero falar é sobre assombro, de ver algo e ter uma sensação que já conhece aquilo mas não entende… Acho que para os astrônomos amadores e gente que olha pro céu toda noite, deve sentir isso.
O programa será divido em quatro dias, nesse período teremos um básico da história da astronomia e instrumentação e quero focar no conteúdo necessário para nossa experimentação durante o minicurso, mas quero mostrar também uns artistas que trabalham com temática espacial e alguns aparelhos manuais que inventei para desenhar o céu e tem o uso do Stellarium.
Penso que uma das partes mais intensa do minicurso será a apresentação do meu arquivo de Cartografia Celeste, com todas aquelas imagens bonitas e incríveis.
Vou levar meu pequeno telescópio, o tablet cheio de aplicativos de orientação cósmica e a lista de links para sites.
Montei um programa que não tem necessidade de experiência em Arte ou Astronomia.
Vamos cambiar o que sabemos e ainda no final (dia 16) uma visita ao Planetário da Cidade da Criança.
Tradução gráfica da consciência
tenho muita vontade de fazer algo, daí a pessoa chega e diz, uau! que trabalho de arte hein? eu respondo: não, é espírito de porco mesmo.

A imagem acima faz parte de um livro do final do século XIX, o autor cria uma forma de estudo e representação geométrica da consciência. Benjamin Betts (o autor neozelandês) cria uma série de ilustrações que compõe o livro Geometrical Psychology, or, the Science of Representation.
Encontrei esse material em 2012, quando iniciava meus estudos para CAMPANHA e flertava com a impossibilidade de representação, ilustração ou tradução de algumas experiências.
O livro é de domínio público e pode ser baixado aqui: https://ia600204.us.archive.org/23/items/geometricalpsych00cook/geometricalpsych00cook.pdf
Céu Aberto Sesc Thermas Presidente Prudente

Vivi na cidade de Araçatuba até os 15 anos de idade, no interior de SP (assim como em todas as cidades com poluição luminosa menor que a Capital) a observação celeste é absurda de boa.
Também tem o tempo esticado e o respiro visual, perfeitos para paisagem e invenção do mundo.
Em 12/08 inicio uma oficina com um tema que venho pesquisando, a representação plástica da Ciência e Tecnologia.

A pessoa escreve sobre o futuro mas não consegue imaginá-lo diferente do presente.
Não sei se continuo lendo As Crônicas Marcianas de Ray Bradbury, angustiada por sacar que sim, existe um limite na imaginação de um clássico.
Sempre tento defender as coisas dos meus próprios julgamentos (estranho, acontece assim: um bate boca sem fim entre duas cabeças sobre um mesmo pescoço), no caso de Crônicas Marcianas usei o argumento de contextualização histórica para redimir Ray Bradbury de minha análise crítica astrofeminoise y tecnosapatanista, pensei nele publicando um livro sobre a colonização de Marte em 1954, plena American Way Life… mas daí lembrei de Carol de Patrícia Highsmith, publicado em 1952 com direito ao primeiro final feliz em um romance lésbico.
Tenho preguiça de profetas do possível, quero gente que projeta desvios e fugas de abismos.
Vou continuar lendo As Crônicas Marcianas para tentar uma análise mais completa e também por um protocolo mental que eu criei e não entendo direito e tem a ver com T.O.C.
Coisa linda
Por conta de uma peça que eu fiz,
Arena, muita gente me pergunta se conheço o trabalho de Cadu Costa (que desenvolveu várias peças usando mecanismos-prontos ou aparelhos para desenhar). gosto do trabalho do Cadu Costa, é uma pena nunca ter visto pessoalmente* Rumos mas me lembro de Nefelibata montada no Itau Cultural em 2007, bonita e especial. vale conferir o [portf C.C.]

daí algumas referências que tenho sobre aparelhos e mecanismos feitos/arranjados para desenhar ou pintar:
– Roman Signer ( Helikopter mit blauer Spraydose – 1997)
– Luciana Ohira & Sergio Bonilha (Horizonte Discreto – 2008/2009)
– David Shingler (Drawing Machines…)
– Tim Knowles é o artista que é popular pelas as árvores pra desenhar, mas que tem outros procedimentos e mecanismos para o desenho.
– Gunilla Klingberg – está mais para o contexto da gravura.
– Thomas Forsyth – Drawing Tops
– Michel Groisman (Máquina de Desenhar – 2011)
– Akira Kanayama (Remote Controlled Painting machine – 1957)
– Stelarc (Third Hand – 1980)
e
Jean Tinguely (o pai de todos) com suas “Meta-Matics”
Esse trabalho aqui tem uma apresentação bem bonita: https://wewanttolearn.wordpress.com/2012/12/01/a-drawing-machine-that-records-the-chaos-of-pinball/
* é da maior importância uma experiência com a peça que não seja apenas pelo Google Imagens.
Oficina em SJC
Res.Verão//2014>Nuvem Lab
http://nuvem.tk/wiki/index.php/Denise_Alves-Rodrigues
daí o Flusser disse: os aparelhos não têm freios existenciais: eles não têm existência e não precisam de ar para respirar. Consequentemente, podemos deixar o progresso, o pensamento e a ação histórica por conta dos aparelhos, eles fazem isso melhor. E nós podemos nos libertar de toda a história, apenas observá-la, abrir-nos para outras coisas (para a experiência concreta do presente).














